Sábado, 29 de Março de 2008

“50 falências por dia(?)”:

Em artigo de 14 de Janeiro último o DN – no seu caderno de economia – baseado em estatísticas recolhidas pela COFACE – entidade que vem tratando este tipo dados já há alguns anos, merecendo, por isso, credibilidade, refere em artigo sobre as insolvências em Portugal, no qual o signatário participa com um comentário, que o número de processos de insolvência entrados em tribunal em 2005 e 2006 foi de 2.053 e 2.404, respectivamente, incluindo aqui, em princípio, também os processos de pessoas singulares.
Em Março último, a solicitação do signatário, a Direcção-Geral de Politica de Justiça, informa que o número de processos findos nos tribunais de 1ª instância, relativos a sociedades foram em 2005 e 2006 de 1.311 e 2.384.
Apesar de se lamentar que em Portugal não exista, ainda, uma entidade que tenha a seu cargo a recolha e publicação sistemática deste tipo de dados, de forma a monitorar uma base de dados que possa ser depois usada pelas mais diversas formas possíveis, os números acima referidos, podem considerar-se compatíveis, já que no primeiro se incluirão os casos de individuais e nos segundos não.
Assim, o total de insolvências em Portugal nos últimos anos situar-se-á entre os 2 e 3 mil casos por ano.
Porém, o “Expresso” de hoje no seu caderno de economia, com chamada de primeira página, cujo assunto também foi referido no programa da SIC-notícias "Expresso da Meia Noite" por Nicolau Santos - refere que há em Portugal 50 falências por dia, ou seja; exactamente 18.520 casos em 2007, cuja fonte é a ANPME. Espantoso!
Depois desta afirmação, o senhor jornalista elabora exaustiva análise das razões que poderão justificar tal estado de coisas, as quais tanto são válidas para 3 como para 18 mil casos, não merecendo, por isso, qualquer comentário.
Contudo, utilizar números tão disparatados já se torna risível e incompreensível quer para o “Expresso” quer para a ANPME.
A situação já de si é grave, não seria necessário empolá-la desta maneira, com esta ênfase. Ainda para mais com dados inverosímeis.
Admito, porém, que estes números estarão relacionados com desinformação ou falta de cultura económica. Não creio que se trate de má-fé. Mas que há incompetência e não muito respeito pelo leitor, isso parece obvio!
Finalmente, de referir que admito como provável que em Portugal existam realmente muitas empresas – PME e não só - que carecem de se reconverter ou então de sair de mercado, como forma de ajudar a que a nossa estrutura económica se rejuvenesça. Contudo, já estivemos muito pior.
Talvez seja a isso que a ANPME se queria referir(?)
Luis Gomes
publicado por gomes98 às 19:00
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