Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

a crise e as insolvências

Nunca se terá falado tanto do processo de insolvência como actualmente.

naturalmente que grande número de casos terá já relação com a actual crise económica e financeira mundial, mas

outros, talvez a maioria, estarão relacionados com a crise endémica que há muito assola a nossa própria economia e, quer queiramos quer não, têm que passar por esta travessia para bem do futuro do nosso tecido empresarial.

à muito que foi iniciado, e bem, o processo de alteração da estrutura empresarial, através da diminuição dos sectores tradicionais para níveis mais comportáveis e, em simultâneo, o aparecimento de novos sectores, assim como novas formas de gestão mais compatíveis com os níveis concorrenciais nacionais e fundamentalmente internacionais.

o processo de insolvência tem tido e continuará a ter um papel fundamental nesta, necessária, transformação.

é natural, porém, que nesta fase mais crítica da crise, o recurso à insolvência possa ser um pouco retardado, face à, eventual, menor pressão(por compreensão) dos credores.

contudo, apesar disso, não nos iludamos. As empresas que tiverem de passar pela insolvência devem fazê-lo o mais rápido possível, sem prejuízo do apoio das Autoridades aos desempregados, de modo a evitar, a todo o custo, uma crise social.

o administrador da insolvência(AI) tem aqui um papel ainda mais relevante na gestão do processo, por exemplo actuando com maior rapidez na conclusão das suas tarefas de liquidação dos activos, por forma a minimizar o prazo de pagamento aos credores, com destaque para os credores por salários, dado serem, normalmente, os mais vulneráveis.

sempre que possível, e muitas vezes é, o AI deve antecipar este tipo de pagamentos, até porque geralmente são privilegiados.

com esta atitude o AI contribui para atenuar a crise, colocando os meios financeiros de imediato no sistema, favorecendo assim o consumo e contribuindo para dinamizar, nessa medida, a economia, que bem precisa. 

por outro lado, será apropriado não baixar os braços no processo de reestruturação da economia nacional, de modo a não estarmos pior, mas sim, melhor, quando tivermos ultrapassado a crise e necessitarmos, novamente, de retomar o processo de reaproximação à média da UE.  

LuisGomes 

 

 

publicado por gomes98 às 22:03
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