Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Evolução Insolvências / Portugal

 Evolução do número de insolvências

                                                                                                                                                 fonte: COFACE

  Liquidação

Sem

bens

 Plano

Insol

Total indice
2004 2003 497 35 2535 100
2005 1843 191 19 2053 81
2006 1861 518 25 2404 95
2007 2898 959 54 3911 154
2008/1ºst 1438 499 40 1977 *156

 *anualizado
 
Com base em estatísticas elaboradas pela COFACE, única entidade que o faz com regularidade e profissionalismo, o DN(Diário de Notícias) de 04/07/2008, publica um artigo, que o signatário comenta, intitulado "Número de falências cresceu 39,4%", comparando os 1ºs semestres de 2008 e 2007.
Porém, anualizando linearmente o nr. de insolvências verificado no 1º semestre de 2008(1.977), verifica-se apenas um incremento face ao total de 2007(3.911) de 2 pontos, tendo em conta a base 100 de 2004. Não se afigura ao signatário que este incremento se possa considerar significativo, tanto mais que ainda estamos e continuaremos a estar numa fase de ajustamento da economia, com sectores que necessariamente terão que perder importância, desaparecendo algumas das empresas, enquanto surgem outros sectores com redobrada importância.
Estes ajustamentos não poderão deixar de engrossar o nr. de insolvências, o qual deve ser considerado normal.
Também não parece que a actual crise do subprime, dos combustíveis e dos bens alimentares esteja já a influenciar estes indicadores, mau grado, a médio prazo para isso possa vir também a contribuir.
Considero que temos razões estruturais na nossa economia que justificam o actual nr. de insolvências.
Note-se que, como tem vindo a referir-se, o nr. de processos com plano aprovado, agora relativamente insignificante, tenderá a aumentar com o tempo, já que o recurso a tribunal é agora obrigatoriamente mais cedo que no passado.  
Deve notar-se também que esta estatística da Coface engloba as insolvências de pessoas singulares, que muito estão a sofrer com a crise, mormente a decorrente de quem detém crédito hipotecário, pelo que retirando-lhe a sua influência ficar-se-á com insolvências de empresas dentro de um número, aparentemente, aceitável.
De referir, contudo, que se está a analisar uma estatística relativa ao nr de processos e não a sua dimensão, o que seria útil para avaliar a influência no emprego, por exemplo. Não será a mesma coisa falar de uma empresa com 5 empregos ou outra com 200. ficará para uma próxima análise, mas com dados.
Luis Gomes.

 

publicado por gomes98 às 17:08
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